Quem deve cuidar do seu site: equipe interna, freelancer ou empresa
Não existe resposta única, existe resposta certa para o seu tamanho. O que não existe é a quarta opção, que é a mais usada: ninguém cuidando.
Toda organização responde essa pergunta, mesmo sem perceber. Muita gente responde por omissão, e a resposta acaba sendo a pior de todas: ninguém cuida, até o dia em que dá problema.
Vamos comparar as três opções reais, com o lado bom e o lado ruim de cada uma.
Equipe interna
A favor: conhece o negócio por dentro, está disponível todos os dias e resolve o pequeno ajuste na hora.
Contra: raramente é a especialidade da pessoa. Site costuma cair no colo de quem cuida de marketing ou do computador do escritório, e vira mais uma tarefa numa lista já cheia. Quando o problema é de servidor ou de invasão, a empresa descobre que aquilo é outro campo. E tem o risco silencioso: quando essa pessoa sai, leva o conhecimento e às vezes as senhas.
Faz sentido quando: a empresa tem, de verdade, alguém de tecnologia dedicado, e não alguém que "se vira bem com computador".
Freelancer
A favor: é a opção mais barata e costuma ser quem fez o site, então conhece tudo.
Contra: é uma pessoa só. Se ela adoece, viaja, muda de vida ou simplesmente para de responder, a empresa fica parada. Sem contrato, não há prazo nem obrigação. E, quando o site cai num domingo, a resposta depende da boa vontade.
O cenário que mais vemos: o site funcionou bem por três anos e, quando deu problema, o profissional não respondia mais. Aí a empresa descobre que não tem acesso ao servidor nem cópia de segurança.
Faz sentido quando: o site é simples, o risco de ficar fora do ar é baixo e existe um plano B combinado.
Empresa de suporte
A favor: tem equipe (não depende de uma pessoa), tem contrato com prazo definido, mantém rotina de atualização e cópia de segurança, e assume responsabilidade quando algo dá errado.
Contra: custa mais que um freelancer e menos que um funcionário. Exige contrato e, em geral, um período mínimo.
Faz sentido quando: o site é porta de entrada de clientes, quando a organização precisa prestar contas, ou quando uma parada de dois dias causa prejuízo real.
Os números que ajudam a decidir
Antes de escolher pelo preço, responda três perguntas:
- Quanto custa uma hora com o site fora do ar? Some contatos perdidos, vendas e credibilidade
- Quem atende num domingo à noite? Se não houver resposta clara, você não tem suporte, tem torcida
- Se a pessoa que cuida hoje sumir amanhã, a empresa continua funcionando? Se a resposta for não, o risco já existe, só não apareceu ainda
O arranjo que funciona bem na prática
Muita empresa acerta combinando: alguém interno cuida do conteúdo do dia a dia (publicar notícia, trocar foto, atualizar texto) e uma empresa cuida da parte técnica (servidor, segurança, atualização, urgência). Cada um faz o que faz bem, e o risco fica coberto.
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